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A Pele que Habito

Desde que sua esposa foi queimada em um acidente de carro, o Dr. Robert Ledgard (Antonio Banderas), um iminente cirurgião plástico, interessou-se em criar uma nova pele com a qual ele poderia tê-la salvo. Depois de 12 anos, ele consegue criar, em seu próprio laboratório, uma pele que é sensível ao toque, mas um verdadeiro escudo contra todas as formas de agressão, tanto externas quanto internas, às quais o maior órgão de nosso corpo – a pele – é frequentemente submetido. Para obtê-la, ele tem utilizado possibilidades oferecidas pela terapia celular.

Além de anos de estudo e experimentação, Robert precisava de uma cobaia humana, um cúmplice e nenhum escrúpulo. A falta de escrúpulos nunca foi um problema, uma vez que isto não fazia parte de seu caráter. Marília, a mulher que cuidou dele desde o dia em que nasceu, é sua mais fiel cúmplice. Mas a cobaia humana…

O filme é um tapa na cara, quem pensava que Almodóvar era incapaz de fazer suspense, se é que podemos classificar o filme, uma vez que o próprio Pedro não sabe que gênero enquadraria o filme.

A princípio o filme não é muito a cara o diretor mesmo, mas ao analisarmos bem, encontramos todos os seus traços, cores fortes na fotografia, o humor negro, trilha mais intimista, diálogos irônicos e reviravoltas impressionantes.

Tenho pra mim que o longa mostra uma fase mais íntima do diretor, e demonstra também certo amadurecimento, por isso o filme mais frio. Aborda várias questões, bioética, psicanálise, desejos reprimidos, traumas, voyeurismo e, apesar de não se aprofundar em nenhuma, faz o espectador ficar pensando, ou melhor, ruminando, pois o filme é do tipo, engole, digere, mastiga de novo, engole… Não por ser difícil de entender, pelo contrário, é bem direto e não deixa pontas soltas, mas por ser do tipo difícil de digerir mesmo.

Ainda poderia vomitar aqui tudo o que entendi do filme, analisar as personagens e suas ações, mas é prudente, para por aqui, para evitar spoilers. É melhor deixar que cada um tenha sua própria experiência e chegue a suas próprias conclusões. Recomendo!

Eu queria ter sua vida

Em “Eu queria ter sua vida”, Mitch (Ryan Reynolds, de Lanterna Verde) é um cara solteiro, mora sozinho em um apartamento bakana, pode ter qualquer garota e fazer o que quiser com seu tempo. Uma vida invejável, para todo o homem casado. Já seu amigo Dave (Jason Bateman, de Quero matar meu chefe) leva uma vida muito mais regrada, fez faculdade, casou-se, tem três filhos, trabalha muito para dar conforto para a família, e tem pouco tempo livre para fazer as coisas que gosta; por outro lado tem tudo que um solteiro deseja ter um dia.

 

Essa inveja recíproca faz com que um deseje a vida do outro. A partir de então, magicamente, suas vidas nunca mais serão as mesmas. Um roteiro, bem batido diga-se de passagem – até o brasileiro Daniel filho em “Se Eu Fosse Você” já bebeu dessa água. Mas seria injusto dizer que o filme é ruim, ele é bem light e conseguiu até me tirar algumas risadas, além de ter uma mensagem em que valores familiares são resgatados.

A dupla é o que sustenta o filme, apesar de Ryan Reynolds não ser do tipo de ator que convence em seus papéis. Pra mim ele estava igualmente ruim no Lanterna verde, enquanto Jason Bateman, mais experiente em comédias, está muito bem.

 

Para quem estiver a fim de um programinha ligth, tipo domingo a tarde ou um sábado a noite descompromissado, recomendo!

Missão Madrinha de Casamento


A vida de Annie (KRISTEN WIIG) está uma bagunça, ela está envolvida com um cara que não dá à mínima pra ela, perdeu a confeitaria que tinha e quando ela acha que chegou ao fundo do poço, descobre que o fundo é ainda mais abaixo, pois de repente, ela se vê sem emprego e sem casa para morar.

No meio disso tudo, ela descobre que a melhor amiga de sua vida toda está noiva, e ela simplesmente tem que ser a madrinha de Lillian (MAYA RUDOLPH) – e para piorar a “madrinha de honra”.

Helen (ROSE BYRNE) é a futura cunhada da noiva Lillian, e demonstra ser tão intima da noiva quanto a própria Annie, e isso gera uma rivalidade entre as duas. Helen é mais rica, mais bonita, e mais legal e isso faz com que Annie se sinta ainda pior em meio às circunstancias em que se encontra.

Sem dinheiro, Annie segue fingindo durante os caros e bizarros eventos que antecedem o casamento, tentando fazer o melhor que pode, com uma única chance de conseguir que tudo seja perfeito.

O filme é bem divertido, o roteiro é bem escrito, apela pra escatologia, mas não é nada que comprometa o longa. Megan, Melissa McCarthy (do seriado Mike & Molly) é a mais engraçada, mas o restante do elenco também está muito bem.

Missão Madrinha de Casamento, não é do tipo água com açúcar, tampouco pouco faz o gênero comédia romântica. Pelo título e assunto, obviamente, é voltado para o público feminino, mas, o masculino não irá se decepcionar.

Estréia dia 23 de setembro.

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Planeta dos Macacos – A Origem

Assisti ao filme original “Planeta dos Macacos” já faz alguns anos, confesso que para mim já não causou tanto impacto, quanto causou em 1968 no seu lançamento. Mas é inegável que o filme foi um marco para época. A última cena do filme em que a é possível ver um pedaço da Estátua da Liberdade brotando da areia da praia é fantástica nos dá uma nova dimensão ao filme, nos perguntamos o que será que aconteceu para que ocorresse digamos, a revolução da evolução da ordem dos primatas.

Planeta dos Macacos – A Origem , de certa forma é também marcante para história do cinema, não exatamente pela história do filme, mas pela evolução tecnológica que ele traz. Para o filme foram utilizadas as mesmas tecnologias de captura de movimentos, do consagrado Avatar, só que aplicada ao mundo real, reconhecível, que é a cidade de San Francisco, nos dias de hoje. Então, tudo desde, os macacos, até os lugares, tinham que parecer autênticos, pois a história se baseia também na realidade, não é só ficção científica.

Para isso, filmaram-se os efeitos visuais em lugares de verdade, fora do ambiente controlado de um estúdio e isso é inédito para o cinema. Foi desenvolvido um novo equipamento portátil de captura de movimentos que pode ser usado em vários tipos de locações e pela primeira vez foi possível capturar movimentos em plena luz do sol. As expressões do macaco César, personagem principal da história são fantásticas, é possível ver em seus olhos seus sentimentos. Ele talvez seja a personagem mais humana do longa.

Falando do filme que é contato pelo ponto de vista de um animal inteligente, de qualidades humanas, capaz de elaborar estratégias, organizar e até liderar uma revolução, com quem nós espectadores, desenvolvemos uma verdadeira ligação emocional. Além de abordar outros temas como arrogância e a prepotência humana, pensamos que podemos tudo e não medimos as conseqüências.

Will Rodman (James Franco) é um cientista que trabalha em uma grande corporação da indústria farmacêutica, a Gen-Sys. Ele conduz pesquisa genética e busca desenvolver um vírus benigno que regenera tecido cerebral humano danificado. Ele está determinado a encontrar uma cura para o Mal de Alzheimer, pois seu pai, Charles (John Lithgow), sofre dessa doença.

Antes da Gen-Sys começar a fazer experiências com seres humanos para testar uma nova droga promissora e provavelmente lucrativa, a ALZ-112, os macacos que o Will usa como cobaias tornam-se muito agressivos repentinamente. A administração da empresa determina que a pesquisa fracassou e que o Will deveria abandonar a pesquisa. Em meio à confusão do cancelamento repentino do projeto, Ele se vê na obrigação de cuidar de um bebê chimpanzé, macho e órfão da cobaia mais promissora das suas experiências,. Esse jovem chimpanzé, predestinado a ser muito importante algum dia.

O que explica de forma lógica o nascimento de César, pois nos outros filmes da franquia, a relatividade entre tempo e espaço deixa a dúvida do tipo: “Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?” Pois não se sabe com certeza se César nasceu antes, ou depois da revolução, nesse filme ele nasceu antes.

Para terminar, apesar de não ter nada de extraordinário, é um bom filme, com bons efeitos visuais, tem um bom roteiro e um bom argumento, consegue explicar de forma convincente o que aconteceu, sem forçar a barra.

Assista o Trailer:

Nesse vídeo, infelizmente em inglês e sem legendas, mostra um pouco sobre a produção do filme e a captura de movimentos citada acima:

Alguma Curiosidades sobre o filme: Retirado de Cinepop

 » Este é o segundo filme em que Andy Serkis empresta seus movimentos a um macaco, sendo a primeira em ‘King Kong’ de 2005.

 » O nome dado a mãe de César é “Bright Eyes”, devido à coloração nos olhos causada pelo vírus ALZ-112. “Bright Eyes” é o nome dado a Taylor (Charlton Heston) pelo Dr. Zira (Kim Hunter), no Planeta dos Macacos original.

 » O nome do personagem de Tom Felton é Dodge Landon, referência para Dodge (Jeff Burton) e Landon (Robert Gunner), colegas de Taylor (Charlton Heston) em ‘Planeta dos Macacos’.

 » Em uma cena, César está montando um quebra-cabeças da Estátua da Liberdade, em referência ao fim do Planeta dos Macacos original.

 » Kathryn Bigelow, Robert Rodriguez, Tomas Alfredson, Allen Hughes e Albert Hughes, Pierre Morel, James McTeigue, Dennis Iliadis e Scott Charles Stewart foram cotados para a direção.

 » Rupert Wyatt (‘The Escapist’) dirige.

 » Inicialmente intitulado ‘Rise of the Apes’ (A Ascensão dos Macacos), foi alterado para ‘Rise of the Planet of the Apes’ (A Ascensão do Planeta dos Macacos).

 » A empresa preferiu esquecer totalmente a refilmagem de 2001, dirigida por Tim Burton.

Smurfs

Em ‘Smurfs – O Filme‘, a perseguição do malvado mago Gargamel expulsa os Smurfs da sua vila através de um portal mágico, então, eles vêm parar no nosso mundo, bem no meio do Central Park de Nova York. Com apenas “três maçãs” de altura e presos na Big Apple, os Smurfs precisam encontrar um jeito de voltar para a vila antes que Gargamel os localize.

É assim que começa a aventura dos nossos amiguinhos azuis, que atravessaram gerações e encantam adultos e crianças até os dias de hoje.

Tudo muito bonito até aí. Se engana quem pensa, que o filme traz um resgate do velhos tempos, ondes os desenhos infantis ainda eram sadios, e de fato é isso tudo mesmo, mas a real intenção é inaugurar uma franquia, de filmes e produtos licenciados, visto pelo McDonald´s, que antes mesmo do filme estrear aqui no Brasil já tinha esgotado os bonecos de alguns personagens do filme.

Um blog que li dizia: ” no atual modelo de negócios hollywoodiano, mais importante que ir bem nos cinemas, é fazer sucesso no McDonald´s“; E é bem assim que acontece. O roteiro do filme, é do tipo “batido”, os personagens que arrumam muitas confusões em NY, e como todo bomblockbuster hollywoodiano, conta com uma lição de moral para as crianças, e para os pais delas.

O filme não é ruim, pelo contrário, a animação é bem feita, tem um visual bem bakana, conta com a trilha sonora de AC/DC e Aerosmith, já o 3D tanto faz.

Em fim é um filme divertido e cumpre bem seu papel. É um bom entretenimento para toda família.

Capitão América – O Primeiro Vingador


O ano é 1941, e o mundo está sendo destroçado pela Segunda Guerra Mundial. Depois de tentar por diversas vezes se alistar no Exército americano para fazer sua parte lutando nas Forças Aliadas, Steve Rogers, um jovem rapaz de apenas 40 quilos, é aceito para participar em um programa experimental que o transforma no supersoldado o Capitão América. Essa é a sinopse que contextualiza o filme.

Confesso que o filme superou minhas expectativas, e não me espanta em nada ele ter batido Harry Potter 7 .2  nas bilheterias do final de semana passado nos EUA.  O longa é de fato muito bom, tem enredo, e não é do tipo que se preocupou apenas com com os efeitos visuais/especiais, o filme explora bem o lado humano das personagens.

Falando dos aspectos técnicos, os efeitos de computação gráfica são bem legais, as cenas em que Steve Rogers (Chris Evans) franzino (são todas digitais) e as cenas de ação com explosões são muitos boas. A direção de Joe Johnston é muito bem resolvida, ele dá o tom certo, e mescla a ação com o lado humano, passando também esperança, em fim uma mensagem para o bem, diferente desses filmes vazios de hoje em dia.

O elenco está muito bem, Stanley Tucci está ótimo como médico responsável pela transformação de Steve Rogers, temos também Tomy Lee Jones como o Coronel Chester Phillips, Dominic Cooper, no papel de Howard Stark. Isso sem falar do bonitão  Chris Evans no papel principal surpreendente, nem parece o mesmo de O Quarteto Fantástico.

O filme passou pelo desafio grande de conquistar o público. Sabemos que o Capitão América foi criado pós segunda guerra mundial, totalmente voltado ao patriotismo americano, então o longa precisava seguir uma linha extremamente tênue para não gerar nenhuma antipatia das pessoas, creio conseguiu. Apesar de não ter como fugir do nacionalismo americano, o filme é muito mais que isso, e também não é nada exatamente incômodo para o espectador. Eu vi mesmo como uma contextualização.

Em resumo, é um ótimo filme, arrisco dizer que no quesito adaptação de quadrinhos, ele é tão bom quanto o X-man Primeira Classe   .

Ps: Vazou na net a cena do pós créditos é possível vê-la (numa qualidade muito ruim, e sem legendas) neste link aqui: http://youtu.be/5pRzz7L_NnQ

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Cadeira de Cinema – Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Depois de uma década a série vai deixar saudades. No desfecho épico, a batalha entre as forças do bem e do mal da magia alcança o mundo dos trouxas. O risco nunca foi tão grande e ninguém está seguro. Mas Harry Potter parte para o sacrifício final, o confronto épico com Lorde Voldemort. E tudo termina aqui…

Enfim chega a hora do grande embate.  A História começa exatamente de onde termina o filme anterior, Lord Voldemort, consegue uma das relíquias da morte – talvez a mais importante delas – a varinha das varinhas, enquanto Harry, Ron e Hermione, continuam em busca das  horcruxes – pedaços de alma de Voldemort (já citadas no filmes anteriores e neste post aqui), que destruídas fazem com que o Você-Sabe-Quem  fique mais fraco.

[contém spoiler]

O diretor, Yates continua com uma abordagem mais humanizada, sem exageros. Usa a melancolia como ponto de contato entre o espectador e o filme e, apesar da muita ação e cenas assustadoras, opta por uma trilha sonora mais contida, menos excitante. E no final, apesar da vitória, não existe muito o que comemorar; por fim tudo acabou, mas as consequências, mortes além de outras perdas, ainda estão lá. É possível ver nos rostos das personagens a dor, o que também reflete um pouco o pesar do atores, que após uma convivência de 10 anos, vão se separar.

[fim do spoiler]

Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint,  (Harry, Hermione e Ron respectivamente) atuam como gente grande, nem parecem os mesmos do primeiro filme. E de fato não são, eles cresceram e amadureceram, e carregam em sí uma carga psicológica que aumenta a cada filme.  Não dá pra não falar da atuação de Ralph Fiennes (Lord Voldemort) e Alan Rickman (Professor Severus Snape). Ralph vive sua personagem, brilhantemente, sem falar da fantástica maquiagem. Jà Alan,  brilha em sua atuação, perfeito no papel do enigmático  Snape.


Falando agora dos aspectos técnicos, os efeitos visuais, maquiagem, cenografia, são um show aparte. Uma vez que todo mundo já leu o livro e já sabe da história, era essencial que fosse tudo perfeito para tornar o filme ainda interessante.

Pode-se dizer que a franquia é fechada com chave de ouro. E o resultado, é o final de uma série de bons filmes, que fizeram história e marcaram a década.